Foto: Biô Barreira

Jorge Felix é jornalista, 40 anos, trabalhou por quase 10 anos no Jornal do Brasil, onde foi repórter especial em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Foi editor-assistente de Política da revista IstoÉ; colunista do portal AOL, repórter de economia dos telejornais Bom dia, Brasil e Jornal da Globo e coordenador de produção do Jornal Nacional. Na Editora Globo, foi um dos criadores da revista Quem, da qual foi redator-chefe. Na TV Cultura, implantou e coordenou o Núcleo de Comunicação da Fundação Padre Anchieta. Foi sócio da editora Barcarolla. Desde abril de 2006, integra o staff de editores da Letras&Lucros. Também escreve nas revistas Update (Amcham), ValorInvest e no jornal Valor Econômico.

26/03/2008 22:02

Cymbeline merece temporada maior





Um apelo: Cymbeline, a montagem da Kneehigh Theater, em cartaz no Teatro Popular do Sesi, precisa estender sua temporada.

Há uma imensidão de espectadores sem ingressos. Minha empregada ficou 4 horas na fila na última sexta-feira.

É lamentável um espetáculo deste calibre cumprir uma agenda tão curta e deixar aqui uma platéia frustrada.

Cymbeline, na opinião de José Roberto O’Shea, prêmio Jabuti pela tradução da peça (publicada pela editora Iluminuras) – uma das mais difíceis de Shakespeare e uma das menos encenadas no mundo – é "imperdível".

Conversei com O’Shea, por email, para uma matéria para o Valor e ele faz apenas algumas considerações a respeito da adaptação, digamos, tão livre.

Mas a criatividade deste grupo precisa chegar a um número maior de espectadores, sobretudo os espectadores do Teatro Popular do Sesi.

A diretora Emma Rice conseguiu desembaraçar as tramas e brincar com as casualidades abusivas de Shakespeare, fazendo de seu Cymbeline algo palatável a qualquer espectador.

O espetáculo veio ao Brasil por iniciativa do British Council e esta instituição bem que poderia apelar ao grupo por uma semaninha a mais em São Paulo.

Emma Rice e seu grupo conseguiram fazer de Cymbeline, como desejavam,uma celebração da criança que existe em todos nós. Uma brincadeira de guerra, traição, esperteza, mas também de amor e afeto, preservando um bom humor impagável.

São Paulo pede mais.

enviada por Jorge Felix






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