Foto: Biô Barreira

Jorge Felix é jornalista, 40 anos, trabalhou por quase 10 anos no Jornal do Brasil, onde foi repórter especial em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Foi editor-assistente de Política da revista IstoÉ; colunista do portal AOL, repórter de economia dos telejornais Bom dia, Brasil e Jornal da Globo e coordenador de produção do Jornal Nacional. Na Editora Globo, foi um dos criadores da revista Quem, da qual foi redator-chefe. Na TV Cultura, implantou e coordenou o Núcleo de Comunicação da Fundação Padre Anchieta. Foi sócio da editora Barcarolla. Desde abril de 2006, integra o staff de editores da Letras&Lucros. Também escreve nas revistas Update (Amcham), ValorInvest e no jornal Valor Econômico.

13/12/2008 15:19

Hamlet, este crânio não é do pobre Yorick

Polonês realiza desejo póstumo de ter seu crânio em peça de Shakespeare
Andre Tchaikowsky era um judeu polonês que escapou do Holocausto.

Agência O Globo/EFE - 26/11/2008 - 09h59

Reprodução

LONDRES - O desejo expressado no leito de morte por um pianista polonês de que seu crânio fosse usado na cena mais famosa da peça "Hamlet", do inglês William Shakespeare, tornou-se finalmente realidade em um palco britânico.

Andre Tchaikowsky, um judeu polonês que escapou do Holocausto e que morreu de câncer no Reino Unido em 1982 aos 46 anos, doou seu crânio com esse objetivo à Royal Shakespeare Company, que o conservou em um estojo.

O crânio do músico foi finalmente usado, 26 anos após a morte do pianista, pelo jovem ator britânico David Tennant em uma recente produção de "Hamlet" em Stratford-upon-Avon, a cidade natal de Shakespeare, informa hoje o jornal "The Times".

Tchaikowsky, cujo nome real era Robert Andrzej Krauthammer, foi tirado da Polônia pela avó quando tinha 7 anos, com a ajuda de documentos de identidade falsos.

Os pais do pianista morreram com outros milhares de judeus no gueto de Varsóvia.

Em seu testamento, o músico, que nunca se casou, doou seus órgãos à ciência, com exceção do crânio, que decidiu oferecer à Royal Shakespeare Company "para uso em representações teatrais".

David Howells, responsável do arquivo da Royal Shakespeare Company, confirmou ao jornal que era a primeira vez que o crânio era utilizado em uma montagem de "Hamlet", mas foi decidido não comunicar esse fato ao público até o fim das representações.

Para poder usar o crânio na famosa cena de "Hamlet", a companhia teve que obter uma permissão da agência responsável dos tecidos humanos - a Human Tissue Authority -, pelo fato de o crânio ter menos de 100 anos.

enviada por Jorge Felix






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